Quantas vezes julguei pessoas sem saber, simplesmente por meus achismos, e acreditei em minhas intuições vazias sem definir o que realmente estava acontecendo, deixando o coração se perder, e fechei portas que eram alegrias.
Acabei jogando fora a chance de acreditar nas pessoas e de dar direito a elas de se defenderem de algo que muitas das vezes não eram culpadas.
Quantas cartas, textos e mensagem eu li em silêncio, mais só enxergava o lado sombrio, o negativo de tudo, sem notar que a luz estava presente, e que o erro não era sempre do outro, mas também do meu próprio olhar carente.
Quantas vezes pensei estar doente sem notar que na verdade doente era o lugar que eu vivia e as pessoas que me rodeavam, com palavras duras, os gestos frios, que sufocavam meus sonhos e risos.
Sempre acreditei e tive fe em Allah, mais muitas vezes deixei o medo me desviar daquilo que o senhor me preparava.
Quantas vezes na correria do dia dia não percebi as crianças que sorriam pra mim esperando que eu brincasse com elas.
Quantas vezes passei pelos idosos, sem ouvir suas histórias, seus tesouros, sabendo que guardam memórias de tempos antigos, e são espelhos da vida, mestres e amigos.
Quantas vezes esqueci de agradecer cada amanhecer e cada noite de descanso, o alimento material e espiritual que eu recebia do Criador.
Que eu não julgue, mas compreenda,
Que eu não tema, mas aprenda,
Que eu não esqueça de agradecer,
E que eu ame, como espero amado ser.
Ensina me Allah a mudar em mim o que precisa ser mudado, para que eu possa ofertar a todas as criaturas do mundo, o que por elas espero a mim ser ofertado.
Sheyk Fernando Carim
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