sábado, 4 de setembro de 2021

Último Pedido

 Às vezes pensando,começo a refletir em pauta
Morremos melhores vivos ou vivemos melhores mortos.
Quando eu morrer, será que verei o que se passa?
Ou nada saberei deste mundo de desgostos.
Imagino se morto eu estivesse agora,
e minha alma liberta neste universo
Quantas mentiras eu descobriria de fora
Quantas verdades me deixariam perplexo.
Eu poderia ver pessoas chorando
Que me queriam antes em prantos
Ouviria falar meu nome aquele que me julgou
Dizendo que sou o melhor dos humanos.
Meu filhos na boca da urna lamentando minha morte
Que por sorte negaram muitos de meus conselhos
Óh quantos amigos cumprimentariam meus familiares
Usando detalhes em versos me colocando no céu
Outros declamariam na hora final um poema em papel.
_Ai ai quanta saudade do meu Pai,um Ser insubstituível
Tá pra nascer outro como Ele,que acontecimento inadmissível…
Passariam as horas e depois do dito sepultamento,o luto
Eu daria tudo para ver cada pessoa no outro dia,eu juro
Que voltando ao regresso da vida,cumprem o papel do esconjuro
Mais quando acontecer tudo isto,e de fato eu der em mim sumiço
Só gostaria que o que escrevo ficasse como último pedido:
Estaria eu em cada esquina,em cada canto,só pra saber de fato
Se quando eu estava vivo,era um homem bom ou cruel
E os que eu tanto amava,era realmente por eles amado
Ou tudo era fingimento,um mel amargo com gosto de fel.
Todos os Direitos Autorais Reservados:
Poeta Muçulmano/Edições Musicais
Código barras: 9 788594 275424
ISBN 978-859427542-4

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  Minha voz vai te encontrar, Num eco gigante expulsar do peito a dor. Agora é hora de paz, hora de orar de cantar, fazer o coração pulsar. ...