Falo de ti, doce virgem dos meus sonhos, visão dourada de um cismar tão puro, que sorria por noites de vigílias.
Entre coisas gentis do meu futuro, tu me inspiraste!
– Oh, musa do silêncio, mimosa flor da lânguida saudade.
Por ti correu meu astro ardente e louco.
Nos verdouros febris da mocidade, tu vinhas pelas horas de tristezas.
Sobre meu ombro debruçar – te a medo a dizer-me baixinho mil cantigas como vezes sutis de algum segredo.
Por ti eu me embarquei cantando e rindo.
Marinheiro de amor no batel curvo.
Rasgando afoito em hinos de esperança.
As ondas verdes-azuis de um amor que é turvo.
Por ti corri sedento atrás da glória,
Por ti queimei-me cedo em seus fulgores.
Queria de harmonia encher-te a vida.
Palmas na fronte! – No regaço, flores.
Tu que foste a vestal dos meus sonhos de ouro.
O anjo tutelar dos meus anelos.
Estende sobre mim as assas brancas.
Desenrola os anéis dos teus cabelos!!!
Muito gelo, meu Deus; crestou-se as galas.
Muito vento do Sul varreu-me as flores.
Ai de mim se o relento de teu sorriso não molharem os jardins de meus amores.
Não te esqueças de mim.
EU tenho o peito de tantas ilusões de crenças cheio!
Guarda os cantos do louco sertanejo, no leito virginal que tens nos seios
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